A tradução em medicina e saúde… talvez seja das áreas mais interessantes que há, pois, para mim, é aprender sobre uma área de que geralmente sabemos tão pouco. É investigar de espírito aberto, com curiosidade, com vontade de saber mais e fazer ligações até mesmo para a nossa realidade. Ligações estas que são úteis e revelam-se quase necessárias. Não me esquecerei nunca do dia em que a minha sogra foi internada com um quadro de “fora de si”, de quase demência ou loucura. Perdeu simplesmente a noção da realidade, assim, de repente. Estava no hospital a fazer exames e a receber tratamento, presa à cama para não sair de lá. Um horror! Enquanto trabalhava numa tradução associada a problemas renais, estou a meio de uma investigação mais a fundo para perceber melhor a situação relatada para poder traduzi-la com a precisão necessária e conheço os sintomas associados a um caso de quase falência renal. Qual não é a minha surpresa quando encontro “dissociação da realidade” (confusão mental, desorientação) associada a problemas nos rins. A minha sogra só tem um rim bom a funcionar, o outro mirrou a dado momento da vida. Os médicos continuavam a dizer ao meu marido que ainda não sabiam bem qual era o problema. Ligo imediatamente para o meu marido e digo-lhe para pedir aos médicos se podem avaliar a parte renal, porque pode estar relacionado com isso. Apesar de os médicos não gostarem que um não-médico lhes diga o que fazer, o médico em questão achou interessante a perspetiva e ordenou as respetivas análises. E era mesmo um problema renal, que poderia ser fatal caso não fosse tratado atempadamente. Depois da medicação correta, foi uma questão de um par de horas para a minha sogra restabelecer a plena consciência e ter alta hospitalar.
Translation in medicine and healthcare… is perhaps one of the most interesting fields there is, because, for me, it's about learning about an area we generally know so little about. It's about investigating with an open mind, with curiosity, with a desire to know more and make connections, even to our own reality. These connections are useful and almost necessary. I will never forget the day my mother-in-law was hospitalized with a condition of “out of her mind,” almost dementia or madness. You simply lose touch with reality, just like that, suddenly. She was in the hospital undergoing tests and receiving treatment, strapped to her bed so she wouldn't leave. Dreadful! While working on a translation related to kidney problems, I'm in the middle of a more in-depth investigation to better understand the reported situation so I can translate it with the necessary precision, and I get to know the symptoms associated with a case of near kidney failure. Imagine my surprise when I find “dissociation from reality” (mental confusion, disorientation) associated with kidney problems. My mother-in-law only has one functioning kidney; the other withered at some point in her life. The doctors kept telling my husband that they still didn't really know what the problem was. I immediately called my husband and told him to ask the doctors if they could check the kidneys, because it might be related. Although doctors don't like non-medic professionals telling them what to do, the doctor in question found the prospect interesting and ordered the respective tests. And it was indeed a kidney problem, which could be fatal if not treated in time. After the correct medication, it was a matter of a couple of hours before my mother-in-law regained full consciousness and was discharged from the hospital.
É uma forma de desabafo, mas mais do que isso, é a vontade de o dizer livremente: Desde há muito tempo que temas como stress , depressão, desmotivação, desalento são o centro de atenção em diversos artigos de revistas e até científicos ou do domínio médico e outras publicações. No entanto, recentemente importamos mais um termo anglo-saxónico: burnout . Trata-se de um esgotamento geral mais associado à atividade de trabalho. Fala-se mesmo em síndrome de burnout . E não é uma condição que esteja somente presa ao volume de trabalho ou ao tempo de trabalho excessivo de uma pessoa. Pode estar relacionado com a forma como a empresa empregadora trata o trabalho da pessoa e a própria pessoa. Ou exige mundos e fundos e paga uma miséria ou quando dá horas livres em troca de mais tempo, é a empresa que dita quando a pessoa deve aproveitar essas horas livres, ou não dá o devido valor nem à pessoa enquanto pessoa nem enquanto profissional, não elogia quando se vê sucesso, favorece uns em detrime...
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