Como se o tempo estivesse a olhar para trás e não para a frente. Quando comecei a estudar Tradução na faculdade, ainda escrevíamos os textos à mão. Não tínhamos computador em casa nem a faculdade tinha disponíveis. Quando estava no quarto ano, acabei por comprar o meu primeiro computador com Windows 386 a prestações, porque era recente em Portugal e não era barato. A maioria (das empresas!!) em Portugal usava computador com MS-DOS. No quarto ano da faculdade tínhamos uma cadeira de informática na ótica do utilizador com, precisamente, MS-DOS. Em casa, já eu me estava a familiarizar com o Windows 386 e a dizer maravilhas dele em relação à facilidade de utilização. Quanto ao MS-DOS, nunca o utilizei em mais lugar algum!! Comecei a utilizar o computador para traduzir e era só sentir diferenças em relação aos textos manuscritos! Mas tinha um professor que não aceitava muito bem as novas tecnologias e o uso de computadores para fins de tradução. Já era um motivo de crítica , claro, entre ou...
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A mostrar mensagens de maio, 2026
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É uma forma de desabafo, mas mais do que isso, é a vontade de o dizer livremente: Desde há muito tempo que temas como stress , depressão, desmotivação, desalento são o centro de atenção em diversos artigos de revistas e até científicos ou do domínio médico e outras publicações. No entanto, recentemente importamos mais um termo anglo-saxónico: burnout . Trata-se de um esgotamento geral mais associado à atividade de trabalho. Fala-se mesmo em síndrome de burnout . E não é uma condição que esteja somente presa ao volume de trabalho ou ao tempo de trabalho excessivo de uma pessoa. Pode estar relacionado com a forma como a empresa empregadora trata o trabalho da pessoa e a própria pessoa. Ou exige mundos e fundos e paga uma miséria ou quando dá horas livres em troca de mais tempo, é a empresa que dita quando a pessoa deve aproveitar essas horas livres, ou não dá o devido valor nem à pessoa enquanto pessoa nem enquanto profissional, não elogia quando se vê sucesso, favorece uns em detrime...
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Teletrabalho? Sei o que é teletrabalho desde que estagiei num gabinete de tradução alemão no 5.º ano da licenciatura em LLM-Tradução. Na verdade, ainda não tinha iniciado o 5.º ano em setembro, quando fui estagiar presencialmente durante dois meses no verão: julho e agosto de 1995. Pois, já foi há muito tempo, eu sei! Sou uma anciã muito jovem! Pois só com a pandemia é que uma boa maioria passou a saber o que era isto de teletrabalho, ou, especificando mais, trabalho a partir de casa. Acabei por continuar o meu estágio de volta a casa, em Portugal, via remota. Como? Com um computador, um modem e uma linha telefónica analógica. Um modem que fazia transmissões entre computadores e fax/computador. Ainda estava a decorrer o ano de estágio e, em dezembro do mesmo ano, fui convidada para trabalhar como tradutora a tempo completo para o dito gabinete. Comecei a trabalhar como tradutora em fevereiro de 1996 e a ganhar como tal. E sempre em Portugal. Mais tarde fui fazer uma espécie de pós-grad...
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Nos últimos tempos entrei numa fase de conhecer áreas já há muito almejadas através de formações online assíncronas – porque me permite gerir melhor o meu tempo e localização – e uma delas, terminada não há muito tempo, é a Terapia de Diário, na verdade, “Coach de Terapia de Diário”. Gosto imenso de escrever , embora não livros e histórias longas que até poderiam resultar num filme, não, isso não… porquê? Simplesmente, porque não. Mas sempre escrevinhei textos, ideias, imagens, desde os meus 15 anos de idade. Porquê? Porque sentia necessidade de passar para o papel emoções, perceções e ilações. Fazia-me bem. Faz-me bem. Não perdi a vontade, mas mais do que isso, a necessidade. Nem sabia que havia um curso assim, mas só veio confirmar que escrita é uma forma de terapia e, com uma direção mais alinhada e específica pode ajudar as pessoas no seu dia a dia, na prossecução dos seus objetivos. Distingue-se do diário convencional por isso mesmo, pela forma que tem de ser pensada e planeada, p...
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A introdução do conceito de SEO na tradução de textos com conteúdos que serão disponibilizados na Internet para os mais diversos fins! A este respeito, de acordo com a minha, confesso, não vasta experiência nesta tarefa, e com base no que aprendi em alguns webinars e no curso assíncrono que fiz, este conceito de SEO não me parece ser exatamente o mesmo tal como é feito pelos profissionais da área e como parece ser feito no âmbito da tradução. A dado momento, decidi não enveredar por essa parte na esfera da tradução porque as indicações dadas em cada trabalho não eram uniformes e o documento de base não resolvia propriamente essas dúvidas, na verdade, levantava outras. Como tal, a minha perceção sobre este tema alinha-se mais com aquilo que aprendi no curso de SEO. Claro que este tema sobre SEO (Search Engine Optimization) está em constante evolução, e já leio coisas como: afinal, nem sempre é melhor utilizar termos que estejam muito “batidos” ou cujo volume de utilização seja elevado. ...
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E como é visto o português europeu por aí? O português europeu é uma língua oriunda da língua indo-europeia. E como não podia deixar de ser, incorpora influências das línguas de países com quem interagiu na sua história. Hoje, tal como acontece na maioria das línguas, há uma forte influência do inglês devido maioritariamente às novas tecnologias em diversas áreas da vida, da investigação e desenvolvimento. Encontramos imensos estrangeirismos integrados nas nossas conversas do dia a dia e bem percebidos pela grande maioria. Já quase se tornou um “Must” para qualquer português. Portugal tornou-se, nos últimos anos, um “petisco turístico” e, com isso, um local “apetitoso” igualmente para se passar mais tempo e, já agora, em teletrabalho. Antigamente, éramos nós que tínhamos orgulho de falar a língua alheia “ai que espertos que somos, hablamos español , regarde le chien and can even say ‘it’s a piece of cake’ in English ”. Nenhum estrangeiro se dava a muito trabalho para aprender a língua...