Acho que já referi anteriormente que sou grande fã da educação positiva. Há alguns anos, li sobre a “hipnose acidental” (Biddulph, 1998) e a educação positiva, uma abordagem que considero extremamente interessante. É um facto que todos nós temos expressões interiorizadas que acabamos por utilizar com tanta ignorância e ingenuidade, sem questionar o conteúdo e as repercussões que podem ter no crescimento das crianças. E eu própria dou por mim a fazê-lo... pelo menos, estou a começar a tomar mais consciência e a tentar corrigir-me depois, porque é muito difícil reformular as coisas de forma mais positiva (sim, estamos hipnotizados). Ainda assim, tudo está a melhorar, e é, afinal, um processo de aprendizagem e de construção para todos nós. É apenas um pequeno esforço! Quando usamos uma reação mais positiva, tudo flui melhor, por isso, não se trata de apenas teoria, é algo que todos podemos pôr em prática. Hipnose acidental. É incrível como me vejo aqui, agora como adulta. Eu fui hipnotizada. Aliás, todos nós fomos, continuamos a ser e fazemos isso aos outros. No entanto, este tipo de hipnose não é muito interessante quando prejudica a direção dos nossos pensamentos e ações e, por conseguinte, a obtenção de resultados. Mas o que é exatamente a hipnose acidental? O que acontece é que, sem se aperceberem, os pais incutem mensagens na mente dos seus filhos e, se essas mensagens não forem questionadas, acabam por ecoar na mente das crianças durante toda a vida. A mente das crianças é fortemente influenciada por afirmações que começam com as palavras “és isto ou aquilo”. Se a mensagem for “és preguiçoso” ou “és muito organizado”, estas mensagens permanecem no subconsciente. Assim, um impacto negativo resultará no pensamento “sou um inútil”. A forma como se fala é realmente importante. “O bom uso das palavras ajuda a formar crianças aptas” e “usar expressões positivas ajuda as crianças a pensarem e agirem positivamente e a sentirem-se aptas a enfrentar uma grande variedade de situações. Fá-las imaginar o sucesso e persuade-as a procurar ter bons resultados. As nossas palavras de encorajamento irão acompanhá-las uma vida inteira” (Biddulph, 1998). Como Biddulph diz ainda, “todos os dias hipnotizamos os nossos filhos. Já agora, mais vale fazê-lo como deve ser!”. Magda Gomes Dias escreveu ainda “Crianças Felizes” com a intenção de nos dar melhores e mais interessantes perspetivas sobre como podemos encarar o dia a dia com mais leveza e ultrapassar os obstáculos de forma mais pacífica. Não terminemos o dia com os nossos filhos sem um beijo de boa noite, por mais zangados que estejamos com eles. O melhor é respirar fundo, contar até 10 e conversar, fazer perguntas, OUVIR, olhar nos olhos, sentarmo-nos lado a lado, abraçá-los, explicar, esclarecer ou simplesmente estar presente em silêncio. Neste mundo moderno, por que é isto ainda tão negligenciado face à guerra e às armas?
I think I've said before that I am very fond of positive parenting/education. A few years ago I read about “accidental hypnosis” (Biddulph, 1998) and positive parenting/education, which I find to be an extremely interesting approach. It's a fact that we all have ingrained expressions that we end up using with such ignorance and naiveté, without questioning the content therein and the repercussions it can have on children throughout their development. And I find myself doing this too... at least, I'm starting to become more aware and try to correct myself afterwards, because it's very difficult to rephrase in more positive ways of saying things (yes, we are hypnotized). Everything is nevertheless improving, and it is, after all, a process of learning and building for all of us. It is just a small effort! When we use a more positive reaction, everything happens smoother, so this is not just theory, it is something that we all can put in practice. Accidental hypnosis. It's incredible how I see myself herein, now as an adult. I was hypnotized. In fact, we all were, continue to be, and do it to others. However, this type of hypnosis isn't very interesting when it undermines the direction of our thoughts and actions, and therefore, the achievement of results. But what exactly is accidental hypnosis? What happens is that without realizing it, parents instil messages in their children's minds, and if these messages are not questioned, they end up as an echo in the children’s mind throughout their lives. Children’s minds are strongly influenced by statements beginning with the words “you are this or that.” If the message is “you are lazy,” or “you are very tidy,” these messages stay in the subconscious. So, a negative impact will result in thinking “I’m useless”. The way you say it is truly important. “The good use of words helps to form capable children” and “using positive expressions helps children to think and act positively and to feel capable of facing a wide variety of situations. It makes them imagine success and persuades them to seek good results. Our words of encouragement will accompany them throughout their lives” (Biddulph, 1998). As Biddulph also states, we hypnotize our children every day, so let´s do it right! Magda Gomes Dias also writes “Happy Children” with the intention of giving us better and more interesting perspectives on how we can take everyday life more lightly and overcome obstacles in a more peaceful way. Never end up your day with your child without a goodnight kiss, no matter how angry you are with them. The best way to do it is take a deep breath, count to 10, and talk, ask questions, LISTEN, look them in the eye, sit close side by side, hug them, explain, clarify, or just be there in silence. In this modern world, why is this still so neglected in face of war and guns?
É uma forma de desabafo, mas mais do que isso, é a vontade de o dizer livremente: Desde há muito tempo que temas como stress , depressão, desmotivação, desalento são o centro de atenção em diversos artigos de revistas e até científicos ou do domínio médico e outras publicações. No entanto, recentemente importamos mais um termo anglo-saxónico: burnout . Trata-se de um esgotamento geral mais associado à atividade de trabalho. Fala-se mesmo em síndrome de burnout . E não é uma condição que esteja somente presa ao volume de trabalho ou ao tempo de trabalho excessivo de uma pessoa. Pode estar relacionado com a forma como a empresa empregadora trata o trabalho da pessoa e a própria pessoa. Ou exige mundos e fundos e paga uma miséria ou quando dá horas livres em troca de mais tempo, é a empresa que dita quando a pessoa deve aproveitar essas horas livres, ou não dá o devido valor nem à pessoa enquanto pessoa nem enquanto profissional, não elogia quando se vê sucesso, favorece uns em detrime...
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