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A mostrar mensagens de junho, 2026

Parte III - Fazer perguntas, tirar dúvidas, sempre, por mais absurdas que pareçam

Quantas vezes abro um texto e me deparo com dúvidas que, à primeira, parecem completamente absurdas? Ó, é quase todos os dias. Na minha experiência o melhor é colocar logo as dúvidas ao cliente dentro de um prazo o mais razoável possível para lhe dar tempo de responder e, depois, se aplicável, fazer os devidos ajustes. É certo, por vezes, parece não haver tempo porque o trabalho é pequeno e o prazo de entrega muito curto… se a dúvida persistir e for realmente importante, é sempre melhor colocá-la. Os prazos de entrega também são minimamente calculados para poderem incorporar alguns imprevistos. Pelo menos, na maioria das vezes. Ou o cliente acaba por dar mais tempo porque sabe que é melhor responder à dúvida e receber o texto um pouco mais tarde, mas bem elaborado. E, sim, a maioria dos clientes prefere que haja este cuidado de comunicar, de agir, de querer saber para melhor fazer. E, além disso, quando avisamos que o texto de origem tem uma gralha de escrita ou de aplicação errónea de...

Parte II - As pesquisas hoje!

As pesquisas hoje! Obviamente, o meu trabalho enquanto prestadora de serviços linguísticos requer contínua aprendizagem e pesquisa. Tudo está em constante mudança , como sabemos, e hoje os meios de pesquisa estão cada vez mais facilitados, ao alcance de uns cliques em páginas de motores de pesquisa e sites empresariais ou institucionais provavelmente na maior base de dados globalmente interligados: a Internet. Nos primeiros anos enquanto tradutora, a Internet ainda não existia, ou não estava propriamente disponível para o indivíduo comum, e a forma de pesquisa era fundamentalmente com recurso a dicionários, enciclopédias, literatura da especialidade em formato de papel, ou, como fiz algumas vezes, com recurso a contacto com as entidades relevantes para fins de esclarecimento por telefone ou, na maioria dos casos, presencialmente. Então era assim: pesquisava os contactos nas páginas amarelas ou brancas (listas telefónicas distribuídas a todas as pessoas que incluíam os dados de contacto...

Parte I - Processo de trabalho

Uma vez perguntaram-me como é que eu fazia, qual era o meu processo de trabalho, quais os passos envolvidos até à entrega da versão final do meu trabalho. Antigamente, já traduzia diretamente no computador, a substituir o texto de origem pelo de chegada, em documentos no formato Word, Excel ou PowerPoint. Depois, como ficava cansada de estar ao ecrã várias horas dada a instabilidade de imagem do ecrã (hoje, já não é assim, graças aos santos), imprimia os textos e, para movimentar o corpo, ia revê-los para um café ali perto de casa. Sim, o meu trabalho já me permitia trabalhar em casa e fazê-lo remotamente. Levava comigo uma caneta de tinta vermelha para anotar as correções e entretinha-me dessa maneira, nem sentia como trabalho. Voltava para casa, inseria as correções no texto, e repetia a leitura integral do documento, desta vez, diretamente no ecrã. E, depois das leituras finais, se sentisse que poderia enviar o trabalho,enviava então . Como este processo de várias leituras pré-ent...