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A mostrar mensagens de março, 2026
Acho que já referi anteriormente que sou grande fã da educação positiva. Há alguns anos, li sobre a “hipnose acidental” (Biddulph, 1998) e a educação positiva, uma abordagem que considero extremamente interessante. É um facto que todos nós temos expressões interiorizadas que acabamos por utilizar com tanta ignorância e ingenuidade, sem questionar o conteúdo e as repercussões que podem ter no crescimento das crianças. E eu própria dou por mim a fazê-lo... pelo menos, estou a começar a tomar mais consciência e a tentar corrigir-me depois, porque é muito difícil reformular as coisas de forma mais positiva (sim, estamos hipnotizados). Ainda assim, tudo está a melhorar, e é, afinal, um processo de aprendizagem e de construção para todos nós. É apenas um pequeno esforço! Quando usamos uma reação mais positiva, tudo flui melhor, por isso, não se trata de apenas teoria, é algo que todos podemos pôr em prática. Hipnose acidental. É incrível como me vejo aqui, agora como adulta. Eu fui hipnotiza...
Voltando às línguas… o espanhol. Acho que já disse lá atrás que sempre tive curiosidade de aprender espanhol de um modo mais formal, com direito a certificado e tudo. E assim foi entre 2024 e 2025. Acabei por tirar o curso num instituto com aulas síncronas online. Integrei um método intensivo para não ser muito demorado, pois hoje tudo é importante, como que “quase para hoje”! Primeiro fiz um teste para poderem avaliar os meus conhecimentos básicos e iniciei num nível acima do inicial. Estava um pouco apreensiva em relação ao ensino remoto, mas logo me rendi a ele. Realmente, as técnicas e o método utilizados são bastante adequados e o número de pessoas máximo por grupo também é reduzido, tornando as aulas muito satisfatórias, permitindo a todos participar e trabalhar em equipa, ou mesmo individualmente. Os conteúdos são muito mais orientados para a vida prática o que facilita a aprendizagem porque podemos imaginar logo as situações do nosso quotidiano. Gostei imenso e os professores e...
E como é isto das redes sociais? Todos sabem que as redes sociais são as ferramentas atuais que permitem que as pessoas se comuniquem entre si mesmo sobre coisas que não podiam ser menos importantes. Mas funciona, porque as pessoas usam isso a uma escala mais preocupante do que eu jamais esperaria (para mim!!). Usam as redes sociais por centenas de razões, mas acho que há uma mais comum, seja dentro de um ambiente pessoal ou empresarial. Eu acredito que esta seja a autopromoção. Autopromoção porque desejam ser notados pela sua beleza, pelos seus pensamentos, roupas, amigos, área de trabalho, lugar de trabalho, atividade de trabalho, seja lá o que for... Assim, as redes sociais ganharam tal relevância que as pessoas estão ligadas o tempo todo por qualquer motivo através de aplicações nos seus telemóveis, tablets, etc. E, em seguida, há pessoas como eu, que também usam as redes sociais: embora com um propósito comum, eu tenho-me desviado de alguma forma. Então, eu pergunto-me novamente, ...
Uma outra experiência que me ajudou a crescer, enquanto pessoa e profissional, foi um trabalho completamente novo para mim: apoio ao cliente (linha de apoio ao cliente)! Agradeço, desde já, o facto de me terem recebido e dado formação nesta área. Foi uma atividade totalmente nova para mim e deveras difícil, atendendo a toda a panóplia de ferramentas e técnicas envolvidas. Diziam-me que no início ia ser muito complicado, mas que com o tempo, a prática e a perseverança a coisa ia lá. E tinham razão, não tenho dúvidas. O espaço era ótimo e os colegas muito prestáveis e positivos. Havia dias melhores e dias piores, como em todo o lado, mas não foi isso que fez com que eu decidisse não continuar. Não consegui abdicar de situações que seriam afetadas por isso; como tal, acabei por interromper esse processo. Confesso, às vezes, não sei se não sinto algum arrependimento. No geral, foi algo bom para mim! Another experience that helped me grow, both personally and professionally, was a complet...
Hoje, se fosse jovem e tivesse de escolher um curso na área das línguas, escolheria Ciências da Linguagem ou algo do género! Não havia este curso no meu tempo, mas é um campo do conhecimento linguístico com que me identifico mais. Dei-me conta disso quando, antes da pandemia, mesmo antes de esta rebentar, iniciei o mestrado em Linguística na FLUP. Como não tinha muito tempo para estudar, inscrevi-me numa só cadeira no primeiro semestre: Semântica I. E foi aí que encontrei colegas desse curso “Ciências da Linguagem” que mo descreveram e vi: era este o curso! Não me interpretem mal, desde que tirei o curso de Tradução acabei por lhe ser fiel até hoje. Sinto-me deveras realizada na minha profissão como tradutora, tradutora de raiz, devo dizer! No entanto, hoje, existem tantas outras saídas profissionais e atividades que, apesar dos meus cinquentas e tais, me atraem, insistem em me atrair como se encontrasse lá o meu novo lugar. Sinto as coisas assim, embora não traia o que sempre fiz, t...
Já estive envolvida em variados tipos de trabalho, uns remunerados, outros nem por isso. Sempre fui uma miúda ativa que gosta de estar e sentir-se envolvida em algo que traga alguma mais-valia. Quando era teenager , inscrevi-me num programa de verão para jovens, em que os jovens interessados se candidatavam e empresas também interessadas “contratavam” contra uma pequena remuneração para terem determinados trabalhos feitos. E isto passava-se no verão para ocupar algum tempo livre e ir buscar uns trocos. Como tal, candidatei-me e, durante um verão, ajudei a reorganizar e a catalogar a biblioteca de uma associação de teatro e, no ano a seguir, a reorganizar e catalogar uma cinemateca. Foram experiências giras e interessantes, além de me ajudar a reunir algum dinheiro para pagar uma excursão a França no ano seguinte. Quando já estudava na faculdade, fiz alguns trabalhos a tempo parcial. Fui operadora de caixa num hipermercado aos fins de semana. Um problema: passava o resto da semana a...
E sobre revisões ou “proofreadings” … Esta é uma questão cada vez mais debatida na gestão de projetos de tradução. Bem, vamos falar dos objetivos da tradução deste ou de qualquer outro texto. Tudo depende dos objetivos do cliente e dos recursos de investimento disponíveis para os atingir. Portanto, não se trata do que NÓS, fornecedores de serviços linguísticos, queremos, mas sim do que os nossos potenciais ou atuais clientes desejam. O fator QUALIDADE é aqui a questão central. Quem quer pagar por melhor qualidade? Assim, o primeiro passo é compreender melhor todo o contexto e, em seguida, apresentar a(s) oferta(s) adequada(s) para o cliente escolher. No caso de o prestador de serviços linguísticos apresentar duas ou três ofertas para consideração, significa que o cliente pode escolher a melhor abordagem para obter o melhor custo-benefício. Uma etapa de um serviço linguístico completo é a revisão ou “proofreading”. Não posso dizer que seja a segunda ou a terceira etapa, pois tudo depe...
Como a tradução é cada vez mais executada por uma máquina, ela já aparece ao “tradutor” praticamente feita. O que pedem ao “tradutor” humano, pedem-lhe para rever o texto de acordo com o contexto, a consistência terminológica, erros gramaticais, erros conceptuais, etc. Falta aqui pensar num novo termo que descreva o trabalho do prestador do serviço, sendo que mera “revisão” ou “proofreading” não chega… para mim, é seguramente mais do que isso, é uma adaptação. Por esse motivo, caracterizo um dos meus serviços o de “adaptação de textos traduzidos por máquina/IA”, que é, sem dúvida, o que acontece na maior parte das vezes. E depois, então, deverão vir as revisões, as “proofreadings”. Since translation is increasingly done by machines, the text received by the “translator” is practically already executed. What clients ask of the human "translator" is that they proofread the text according to context, terminological consistency, grammatical errors, conceptual errors, etc. What...
E o mundo da tradução… como tem mudado! O conteúdo do curso que tirei, na verdade, está a ficar algo obsoleto. O que se aprendeu em Teoria da Tradução e afins já não corresponde à prática atual. Tudo mudou. O que se chama agora de tradução criativa é o que antes se designava de tradução de raiz. E porquê? Porque, hoje, a maioria das empresas de tradução aposta nas novas tecnologias e com isso, na IA. E sejamos sinceros, quem não usa uma ferramenta de tradução com base em IA hoje? Com isso, os preços baixaram, pois parte-se do princípio que o trabalho de raiz está feito, como tal, é só fazer uns ajustes de correção gramatical e contextual, e está feito! Não, não é tanto assim… há textos e textos… e depois há as expectativas dos clientes, de quererem sempre fazer a diferença… pois, mas isso deve ser pago, aquilo que todos cobram quando lhes pedem para “personalizar o produto”. Bom, a verdadeira tradução (a exclusivamente “humana”) já teve o seu momento de glória, mas hoje já não é assi...
Gosto muito de viajar, embora ultimamente não tenha tido grande oportunidade para isso. Gosto de viajar e conhecer novos locais e culturas, mas dentro disso, o que gosto mesmo de conhecer, sentir e cheirar é a ambiência, as pessoas locais, observar a forma de estar e ser… se pudesse, era o meu passatempo favorito. Encanta-me observar como as pessoas vivem o seu dia a dia, o que priorizam, como se divertem ou o que fazem para apanhar sol, coisas assim… Nos países nórdicos, por exemplo, basta um raio de sol para tirar as pessoas de casa e vê-las a passear, ou sentadas em grupo a beber qualquer coisa e a conversar… e vão para onde há sol, nem que seja em cima de uma ponte. O sol é uma virtude para a alegria, sim, é mesmo! E a cultura local é o genuíno museu! I really enjoy traveling, although lately I haven't had much opportunity to do so. I like traveling and getting to know new places and cultures, but within that, what I really enjoy getting to know, feeling and smelling is the amb...
Sou uma pessoa extrovertida e gosto de estar com pessoas, falar com elas, contar as minhas histórias e ouvir as delas. Adoro ouvir as histórias pessoais de cada pessoa, pois sei que podemos aprender tanto uns com os outros, para nos conhecermos melhor não só a nós mesmo como aos outros. Mas há uma coisa com a qual não consigo lidar bem: é quando tentam fazer de alguém “bode expiatório”, ou quando tentam fazer alguém de bobo da corte ou de saco de boxe. Isso é que não. Há quem veja isto como um ponto forte, outros veem-no como um ponto fraco. Eu vejo-o com um traço pessoal. I'm an extroverted person and I enjoy being with people, talking to them, telling my stories and listening to theirs. I love hearing people's personal stories because I know we can learn so much from each other, getting to know ourselves and others better. But there's one thing I can't handle well: it's when people try to make someone a "scapegoat," or when they try to make someone the...
Olá, eu sou a Gabriela. Sou formada em LLM, variante de Tradução, pela FLUP, e o meu trabalho envolve o uso das línguas como forma de comunicação. Comunicar é uma das dinâmicas mais importantes em cada dimensão da vida. Tenho este espaço como forma de partilhar pensamentos e impressões de diversa natureza, por vezes, relacionados com trabalho, por vezes experiências diversas que podem ser tão fortuitas quanto relevantes, é quase como um periódico… é um blogue que congrega alguns conteúdos de blogues meus anteriores, que atualizei de acordo com os novos tempos, e a inserção de novos conteúdos. Vou falar um pouco de mim… para saberem um pouco mais sobre mim e terem muita vontade de me conhecer e contratar para trabalho… eu gosto de trabalhar, é praticamente um hobby e sem trabalho eu não funciono lá muito bem! Claro, a minha vida não é só trabalho, tenho família e amigos com quem gosto muito de estar e fazer coisas! Isso também é algo extremamente importante para mim. E, com a idade,...