Já estive envolvida em variados tipos de trabalho, uns remunerados, outros nem por isso. Sempre fui uma miúda ativa que gosta de estar e sentir-se envolvida em algo que traga alguma mais-valia. Quando era teenager, inscrevi-me num programa de verão para jovens, em que os jovens interessados se candidatavam e empresas também interessadas “contratavam” contra uma pequena remuneração para terem determinados trabalhos feitos. E isto passava-se no verão para ocupar algum tempo livre e ir buscar uns trocos. Como tal, candidatei-me e, durante um verão, ajudei a reorganizar e a catalogar a biblioteca de uma associação de teatro e, no ano a seguir, a reorganizar e catalogar uma cinemateca. Foram experiências giras e interessantes, além de me ajudar a reunir algum dinheiro para pagar uma excursão a França no ano seguinte. Quando já estudava na faculdade, fiz alguns trabalhos a tempo parcial. Fui operadora de caixa num hipermercado aos fins de semana. Um problema: passava o resto da semana a tratar as alergias feitas a alguns produtos, como óleos, farinhas, etc. Então achei que era melhor enveredar por outro tipo de atividade, menos contaminante. Portanto, fui secretária-rececionista numa empresa e, depois, rececionista-telefonista noutra, onde trabalhei no horário da tarde. A última ficava muito próxima à FLUP, o que acabou por ser uma ótima localização para mim. No ano de estágio do curso de tradução, fui estagiar para a Alemanha num gabinete de tradução, embora, já de regresso a Portugal tenha aceite um trabalho de assistente de Merchandising numa empresa multinacional. Trabalhei aqui até o gabinete de tradução onde tinha estagiado me contratar como tradutora a tempo inteiro. E comecei assim o meu percurso de tradutora. É certo, houve um interregno de quatro anos como coordenadora editorial numa grande editora. Mas não resisti ao bichinho de tradução e lá voltei ao mundo da tradução como freelancer…
I've been involved in various types of work, some paid, others not so much. I've always been an active girl who likes to be and feel involved in something that brings added value. When I was a teenager, I signed up for a summer program for young people, in which interested young people applied and interested companies "hired" them for a small fee to have certain tasks done. This happened in the summer to fill some free time and earn some extra money. As such, I signed up and, during one summer, I helped reorganize and catalogue the library of a theatre association and, in the year after that, I helped reorganize and catalogue a film archive. These were cool and interesting experiences, and they also helped me save money to pay for a trip to France the following year. When I was already studying at university, I did some part-time jobs. I was a cashier at a hypermarket on weekends. One problem: I spent the rest of the week dealing with allergies to certain products, such as oils, flours, etc. So I thought it was best to pursue a different, less contaminating type of activity. Therefore I worked as a secretary-receptionist in one company and then as a receptionist-telephone operator in another, where I worked in the afternoon. The latter was very close to FLUP (Faculty of Arts of the University of Porto), which ended up being a great location for me. During my translation internship year, I did an internship in Germany at a translation office, although, back in Portugal, I accepted a job as a Merchandise Assistant at a multinational company. I worked there until the translation office hired me as a full-time translator. And that's how my journey as translator began. It's true, there was a four-year break as editorial coordinator at a large publishing house. But I couldn't resist the translation bug and returned to the world of translation as a freelancer…
É uma forma de desabafo, mas mais do que isso, é a vontade de o dizer livremente: Desde há muito tempo que temas como stress , depressão, desmotivação, desalento são o centro de atenção em diversos artigos de revistas e até científicos ou do domínio médico e outras publicações. No entanto, recentemente importamos mais um termo anglo-saxónico: burnout . Trata-se de um esgotamento geral mais associado à atividade de trabalho. Fala-se mesmo em síndrome de burnout . E não é uma condição que esteja somente presa ao volume de trabalho ou ao tempo de trabalho excessivo de uma pessoa. Pode estar relacionado com a forma como a empresa empregadora trata o trabalho da pessoa e a própria pessoa. Ou exige mundos e fundos e paga uma miséria ou quando dá horas livres em troca de mais tempo, é a empresa que dita quando a pessoa deve aproveitar essas horas livres, ou não dá o devido valor nem à pessoa enquanto pessoa nem enquanto profissional, não elogia quando se vê sucesso, favorece uns em detrime...
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